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BOM DIA: A ARTE DE SATISFAZER Imprimir E-mail BOM DIA, 1798 (Israel Belo de Azevedo) "A questão não é ser melhor ou pior. A questão é se acreditamos profundamente no que fazemos". (Egberto Gismonti)

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A arte de satisfazer
 
Ficamos contentes quando um ascensorista sorri ao nos transportar num equipamento pequeno movido a gestos repetitivos.
Gostamos quando um motorista nos conduz com elegância e cortesia, mesmo quando o veículo está cheio ou o percurso siga truncado.
Apreciamos ser tratados por uma vendedora, não como consumidores mas como pessoas, embora ela precise apenas vender.
Encantamo-nos quando uma professora é paciente e apaixonada na arte de transmitir conteúdos e princípios.
Aplaudimos de pé quando um ator nos faz levitar com a sua personagem no palco, mesmo que diga as mesmas falas noite após noite.
Fortalecemo-nos quando uma médica corrige o diagnóstico de uma colega e, por se importar realmente conosco, acaba por nos infundir a alegria perdida com a perspectiva antes anunciada.
Alegramo-nos quando um cozinheiro nos prepara um prato como se fosse único e nós fossemos únicos, embora faça muitos deles para muitos comensais.
Pessoas que satisfazem são pessoas satisfeitas. Elas acreditam que o que fazem torna melhores as vidas dos outros. Quando trabalhamos assim, o tempo passa rápido, a repetição é uma espécie de treinamento para fazer melhor, o suor é apenas parte do negócio, a crítica é um convite à perfeição, a remuneração financeira é secundária, a eventual frustração é passageira.
O troféu não está exposto nas estantes de quem faz, mas está estampado no rosto de quem recebe o serviço.
Um serviço bem prestado, seja simples ou complexo, faz a satisfação circular no roteiro do bem: de quem fez para quem recebeu e se satisfaz e de quem recebeu para quem fez e fará ainda melhor.
 

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